Moto e liberdade: motos nacionais que marcaram gerações

Moto e liberdade: motos nacionais que marcaram gerações

agosto 12, 2021 0 Por Marquinho

Não existe sensação de liberdade igual a de pilotar uma moto. O vento no rosto, a sensação de estar voando, o domínio sobre a máquina. Isto era ainda mais forte nas décadas de 1970 e 80, quando a obrigação do uso de capacete não era tão imposta como hoje

Moto e liberdade: 10 motos que marcaram gerações

Logo algumas motos daqueles anos dourados se tornaram lendárias, objetos de desejo de muitos jovens que hoje são chefes de família e olham com orgulho do seu passado. Apreciam as lindas histórias que fizeram sobre duas rodas. Por isso, nada mais justo que lembrar clássicos nacionais, motos que marcaram gerações de brasileiros.

1 – Honda Turana 125

A 125ML Turuna era uma descendente da CG125. Foi lançada em 1979 como uma versão mais esportiva, busncao atrair o público jovem. Uma de suas novidades era o paralama dianteiro pintado – e não cromado. Foi fabricada até 1986.

2 – Honda CG 125

Essa é praticamente o fusca das motos. Lançada em 1976, foi a primeira moto fabricada no Brasil após o fechamento das importações naquele ano. A Yamaha já fabricava uma moto de 50cc havia 2 anos, praticamente uma mobilete, mas a CG foi a primeira ‘moto de verdade’.

Talvez pelo ineditismo, mecânica simples ou pela economia, o fato é que a CG 125 logo se tornou líder de mercado e subiu ao posto de veículo mais vendido do país. Na época de seu lançamento e nos anos seguintes, foi a responsável pela popularização das motocicletas no Brasil.

3 – Honda CB 400

Em 1980, a Honda lançava uma moto de desempenho superior que logo se tornou um sonho de consumo aos consumidores mais afortunados. A CB 400 era silenciosa, com um motor inovador e uma potência muito além das motos mais vendidas da época.

Apesar da menor potência, ela foi a aposta da Honda para substituir a CB 750, cuja importação já havia parado quatro anos antes. A CB 400 esteve no mercado por 14 anos, contando com sua evolução, a CB450.

4 – Yamaha DT180

Lançada em 1981, a DT 180 inaugurou o segmento de uso misto no país, pois é uma moto para a cidade e também para fora-de-estrada, com uma construção própria para isso. Suas versões, incluindo a 180N e a 180Z, duraram no mercado nacional até 1997. Foi uma das motos mais longevas do país.

5 – Yamaha XT600 Z Ténéré

Com o nome inspirado em um dos desertos atravessados pelo antigo Rally Paris-Dakar, a Ténéré foi uma moto robusta, de uso misto e com excelente motor. Era basicamente um trator sobre duas rodas. Lançada no mercado nacional em 1988, ela foi uma das primeiras motos fabricadas pela Yamaha em Manaus e seguia o mesmo modelo da Ténéré fabricada na Europa, desde 1985. Foi a pioneira em usar partida elétrica para este segmento.

6 – Agrale 16.5: SXT e ELEFANT

Um acordo de cooperação técnica com a italiana Cagiva fez da pequena fábrica gaúcha de tratores uma ousada fábrica de motos genuinamente brasileira. Em 1984 chegaram ao mercado os primeiros modelos da Agrale, SXT 16.5 e Elefant 16.5, de uso misto, como as Yamaha DT180, mas com inovações técnicas ainda inéditas, mesmo comparadas às gigantes do ramo. Ao longo dos anos foram lançados diversos modelos, de potências maiores, até 1997, quando elas deixaram de ser fabricadas.

7 – CBX750F “sete-galo”

Comercializada no Brasil entre 1986 e 1994, foi uma evolução da japonesa CB 750, uma lenda que foi sucesso mundial desde o final dos anos 60. As primeiras 750F vendidas no país eram importadas e receberam esse apelido “Sete-Galo” por causa do jogo do bicho, já que o galo corresponde ao número 50 nesse jogo.

Na época, não existia nada parecido no mercado nacional, o que causou um verdadeiro furor nos apaixonados por motos. A partir do ano seguinte, a moto começou a ser nacionalizada, com parte dos componentes importados, e o restante fabricado aqui, o que prejudicou sua performance. As CBX 750F foram fabricadas até 1994 e venderam pouco mais de 11 mil motos nesse período.

8 – Amazonas, “A maior moto do mundo”

A “maior moto do mundo” surgiu em 1978, num segmento em que eram únicas, e por isso ficaram famosas por todo o planeta. Utilizando um motor Volkswagen refrigerado a ar, e com diversas adaptações, essa gigante tinha até marcha a ré.

Elas eram muito maiores e mais pesadas do que qualquer moto nacional da época e foram por muito tempo as motos com maior cilindrada já fabricadas. As Amazonas foram feitas até 1989. Recentemente retomou as atividades associadas a uma empresa chinesa.

9 – Vespa e Lambreta

Os tradicionais veículos dos jovens dos anos 50 eram concorrentes e chegaram ao Brasil praticamente ao mesmo tempo. Apesar da Vespa ser tecnicamente melhor, o público adotou o estilo e o nome da Lambretta, que passou a ser sinônimo desse tipo de veículo. Assim, a Vespa também era uma “lambreta” na cabeça do brasileiro.

Nos anos 80, a Vespa voltou ao país e lançou uma nova linha, com traços mais modernos, mas ainda semelhante ao velho modelo. Desta forma, se tornou um dos mais vendidos veículos de 2 rodas, só perdendo para a ara a conhecida Honda CG 125.

10 – Caloi Mobilete

Tudo bem, não é uma moto de verdade, mas foi o primeiro veículo motorizado de muita gente que cresceu nos anos 70 e 80. As mobiletes eram basicamente bicicletas com um motor abaixo de 50 cilindradas, que pela legislação brasileira não exigia habilitação do condutor. Foram fabricadas primeiro pela Garelli e em seguida pelas tradicionais fábricas de bicicletas Caloi e Monark.